As histórias movem o ser humano, e conta-las é uma tarefa árdua, mas recompensadora, elas permeiam a nossa vida desde a infância, quando as ouvimos pela primeira vez contadas por familiares e nos acompanham a vida toda através de filmes, músicas, livros, novelas e tantos outros exemplos. Com a tendência de busca por conexão humana, conhecimento e criação de vínculos, usamos as histórias — em suas diversas formas, circunstancialmente. 
Assim, surge o Storytelling, a arte de contar, desenvolver e adaptar histórias e como faze-los de maneiras inspiradoras, únicas e emocionantes. Numa sociedade que valoriza a produtividade e a criação intensa acima de tudo, durante a surpreendente quarentena, muitos se encontraram pela primeira vez em meses (ou anos) sem “nada” pra fazer ou com a rotina severamente diminuída. 
O que isso tem a ver com Storytelling? 
A rotina desacelerada é uma oportunidade única para experimentarmos o tédio criativo, estudarmos novas teorias, lermos livros parados na estante e termos novas ideias. Para botarmos tudo em prática, são necessárias ferramentas que nos ajudem a desenvolvê-las de forma cativante. O que você pretende criar? Qualquer que seja a sua área, o storytelling será um aliado incrível na hora de levar o seu público em uma jornada memorável. Para isso, considere os quatro elementos essenciais para um bom storytelling: mensagem, ambiente, personagem e conflito. No caso da criação de vídeos para uma marca, por exemplo, os consumidores buscam hoje em dia consumir experiências, sensações, sentimentos e não apenas produtos. O pertencimento, reconhecimento e posicionamento da marca são determinantes na hora de conquistar (e manter!) possíveis clientes. 
Não é à toa que marcas grandes usam técnicas para impactar e criar uma comunidade fiel de clientes. Uma técnica valiosa de criação se chama: show, don’t tell, cuja narrativa é pautada na ação, pensamentos e sentimentos, levando o expectador a refletir e tirar a própria conclusão por si só, ao invés e tê-la exposta e descrita de forma fácil. Conseguimos visualizar essa técnica em alguns exemplos de filmes e livros, mas ela também pode ser utilizada na criação publicitária. 
De acordo com a Scientific American, as histórias que estimulam emoções positivas e o conteúdo que produz excitação emocional têm maiores chances de viralizar nas mídias sociais. Portanto, o objetivo final do Storytelling, é que sua história apresente uma solução, um clímax, satisfatório o suficiente para capturar quem a escuta (ou assiste). Dessa forma, instigando o expectador, despertando interesse e emoção, para que ele se enxergue lado a lado com a história contada.
Use o tempo livre da quarentena a seu favor, fomentando as ideias que estavam paradas no papel ou esquecidas devido a rotina exaustiva.